Acreditação plena no tratamento da Insuficiência Cardíaca: ULS Amadora/Sintra tem 500 internamentos por ano e 2500 consultas

13 Junho, 2025

A Unidade de Insuficiência Cardíaca (UIC) do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) recebeu a acreditação plena internacional da Sociedade Europeia de Insuficiência Cardíaca (iCARE-HF).  O programa reconhece e certifica os melhores centros de tratamento e gestão desta condição a nível mundial.

A Unidade de Insuficiência Cardíaca do Hospital Fernando Fonseca, da ULS Amadora/Sintra consta agora como um dos centros acreditados a nível mundial, e o 3º em Portugal.

Com cerca de 500 internamentos e 2.500 consultas por ano, a insuficiência cardíaca é a segunda maior causa de pressão no Hospital Fernando Fonseca, onde a resposta à patologia se multiplica entre urgências, enfermarias, ambulatório, cuidados primários e telemonitorização domiciliária.

O peso da insuficiência cardíaca (IC) no dia-a-dia da Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora-Sintra exige uma organização rigorosa dos cuidados, como explica o coordenador da Unidade de Insuficiência Cardíaca (UIC): “Temos centenas de admissões no serviço de urgência anualmente e, na cardiologia, a média de internamentos ronda os 400 a 500 doentes por ano” – revela David Roque.

A abordagem da Insuficiência Cardíaca na ULS Amadora/Sintra é feita nos Cuidados Hospitalares e nos Cuidados de Saúde Primários. No Hospital Fernando Fonseca, foi criada uma Unidade que engloba médicos de outras especialidades para organizar e melhorar os cuidados oferecidos ao número exagerado de doentes que sofrem de IC.

O Hospital garante ainda, através de um programa conhecido como “Coração no Centro”, um contato permanente com os Centros de Saúde para monitorizar, acompanhar e referenciar doentes que manifestem sintomas de Insuficiência cardíaca.

O Hospital Fernando Fonseca faz ainda acompanhamento á distância a doentes que, em casa – e através de meios tecnológicos dispensados pelo Hospital – conseguem controlar parâmetros vitais que permitem evitar a sua vinda ao Hospital e que, remotamente, merecem o acompanhamento dos médicos do serviço de Cardiologia do Hospital.

Segundo um estudo nacional realizado em 2024, a IC afeta 16,5% da população com mais de 50 anos, ou seja, um em cada seis portugueses, valor que duplica acima dos 70 anos.

A prevalência da doença também varia consoante a região, atingindo 29% no Alentejo e aproximando-se dos 20% em Lisboa e Vale do Tejo.

No universo de influência da ULS Amadora/Sintra, estima-se que o número de doentes possa chegar aos 100.000.