Insuficiência Cardíaca monitorizada à distância

15 Abril, 2024

Mais de uma dezena de doentes com Insuficiência Cardíaca Crónica receberam formação no Hospital Fernando Fonseca no âmbito do programa de telemonitorização domiciliária que a ULS Amadora/Sintra tem neste momento a decorrer na sua área de atuação.

Neste momento, existem dois programas de telemonitorização distintos em curso na ULS: um em Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, sob responsabilidade do Serviço de Pneumologia e um segundo em Insuficiência Cardíaca Crónica, sob orientação do Serviço de Cardiologia.

A telemonitorização Domiciliária de Insuficiência Cardíaca (ICC) tem atualmente 26 doentes ativos, cumprindo-se assim a atividade programada em 2024.

Já a Telemonitorização Domiciliária de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica tem atualmente 11 doentes ativos em programa, estando o Serviço de Pneumologia a ultimar a entrada de novos doentes para cumprir a meta de ter 24 doentes em programa do decurso do presente ano.

A Insuficiência Cardíaca (IC) é uma das “epidemias” cardiovasculares do nosso tempo. Dados recentes mostram que 1 em cada 6 portugueses tem IC, sendo que 90% não foi ainda diagnosticado. Estes números tornam a IC um problema de saúde pública, sendo a principal causa de internamento hospitalar em doentes com mais de 65 anos de idade, e um dos principais motivos de admissão no Serviço de Urgência.

A telemonitorização tem como objetivo melhorar a qualidade de vida dos pacientes, facilitar o trabalho dos profissionais de saúde e promover um sistema de saúde mais eficiente e acessível. A solução que utilizamos utiliza avanços tecnológicos, como inteligência artificial, análise de dados e dispositivos conectados, para criar soluções personalizadas e eficazes.

Aproveitando a tecnologia digital, pretende-se aumentar as capacidades dos profissionais de saúde, permitindo a monitorização dos sinais vitais do paciente a partir da casa do paciente. A telemonitorização visa fortalecer a comunidade médica e o vínculo com o paciente, garantindo atendimento contínuo e personalizado que evolui de acordo com as necessidades do paciente.”

A eficácia da telemonitorização está na redução de internamentos hospitalares devido a doenças crónicas em média 55% e na redução de dias de hospitalização em média de 45% demonstra as vantagens tangíveis desta abordagem de cuidados de saúde tecnologicamente melhorada, mitigando a carga dos serviços de saúde pública e ao mesmo tempo alargando e intensificando o alcance dos profissionais médicos e eficácia.