Médico da ULS Amadora/Sintra Eleito melhor professor do 2º Ano da Faculdade

26 Abril, 2024

Vasco Tiago, médico da ULS amadora/Sintra, recebeu o Prémio de Mérito Pedagógico da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa pelo seu desempenho enquanto docente do 2º Ano do Curso de Medicina no Ano Letivo de 2022/23.

Hoje com 31 anos, começou a lecionar em 2015 depois de ter frequentado “dois Estágios de Iniciação Pedagógica em Microbiologia (nos quais, sendo aluno, participa nas aulas como monitor), que culminaram com um convite para a sua entrada no corpo docente da Faculdade.”

Escolhido para o prémio pelos alunos a quem dá aulas, Vasco Tiago viu esta proposta ser validada e escolhida para o Prémio de Mérito Pedagógico pelos alunos da FMUL.

“Os alunos é que avaliam a prestação do docente. São chamados a indicar o docente que mais se destacou na sua formação nesse ano e a Comissão de Curso de cada ano propõe os três mais votados aos discentes do Conselho Pedagógico, que validam as candidaturas e determinam o vencedor pelo número de votos. Foi com surpresa que recebi a informação de que tinha sido o docente que mais se tinha destacado na prestação de aulas ao 2º Ano do Curso de Medicina” – refere Vasco Tiago, sem esconder o orgulho de ter sido o escolhido.

Estes prémios da Faculdade de Medicina de Lisboa têm como objetivo distinguir a qualidade e a originalidade do trabalho docente. Simultaneamente, a Universidade esclarece que o prémio se destina, também, a galardoar “o docente que mais se destacou e mais contribuiu para a qualidade e inovação da Educação Médica na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa”.

Para Vasco Tiago, este prémio “tem o mérito de resultar de uma proposta dos alunos que resolveram destacar o professor que mais os marcou no Ensino da Medicina. É por isso gratificante saber que os alunos gostaram muito de mim e das minhas aulas

Desta vez, a escolha de “melhor professor” caiu no doutor Vasco Tiago. “A minha metodologia de ensino prático assenta muito naquilo que fazia enquanto aluno. Tento colocar-me no papel deles e, assim, promover pedagogicamente o meu ensino” – refere Vasco Tiago, para acrescentar: “Os alunos não aprendem se estiverem sob pressão. Por isso procuro que as minhas aulas sejam um palco de troca de ideias e métodos. Consigo arranjar, assim, um conjunto de características positivas que, felizmente, foram reconhecidas pelos alunos.

“Procuro criar um ambiente de segurança dentro das aulas. Esse permite-me ir ao nível dos alunos e, quase, tornar-me um deles. As minhas aulas não limitam a interação professor/aluno e isso permite este reconhecimento” – adianta. “Não quero que o aluno se sinta menorizado por ter dado uma resposta errada e procuro que os alunos se sintam bem. Até o humor é introduzido nas aulas para deixar docente e alunos perfeitamente à vontade” – conclui.