Técnicos de Cardiopneumologia do HFF participam no 28º Congresso Português de Cardiopneumologia

5 Abril, 2023

Os/as Técnicos/as de Cardiopneumologia (TPCL) do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF), Gonçalo Simoa, Marta Carvalho e Tânia Almeida participaram ativamente no 28º Congresso Português de Cardiopneumologia, que se realizou, nos passados dias 24 e 25 de março, em Peniche. Este evento decorreu em formato presencial e virtual, com o intuito de chegar ao máximo de Cardiopneumologistas possível.

Neste congresso foram abordados diversos temas de todas as áreas de atuação da Cardiopneumologia, proporcionando, assim, uma perspetiva da evolução de conhecimentos de todos/as os/as Cardiopneumologistas.

O TCPL do HFF Gonçalo Simoa participou como moderador de uma mesa mesa-redonda, Marta Carvalho, que participou de forma virtual, expôs uma comunicação científica e Tânia Almeida que apresentou um poster científico.

Gonçalo Simoa moderou uma mesa com a temática de Strain, parâmetro que permite avaliar a deformação do miocárdio nas diferentes componentes, longitudinal, radial e circunferencial fornecendo informações de clara importância no que respeita à disfunção subclínica. Foram abordados temas como a utilização do mesmo em diversas patologias, pitfalls da técnica em si e por fim strain da aurícula esquerda;

Marta Carvalho apresentou ao congresso uma temática na área pneumologia: “As doenças autoimunes e a função pulmonar”. As doenças autoimunes pertencem a um vasto grupo de patologias distintas que se caraterizam por “falhas” no sistema imunológico. Existem mais de 100 tipos que podem ser desencadeadas por diversos fatores. Uma das alterações na função pulmonar que pode gerar a longo prazo nos exames de função respiratória é uma diminuição da TLC (capacidade pulmonar total) originando uma restrição pulmonar e posteriormente uma diminuição na DLco (capacidade de difusão pelo monóxido de carbono). Para além destes exames são realizados também sempre uma gasimetria arterial e muitas das vezes realiza-se uma prova de marcha a nível de complementaridade de exame. É importante a avaliação destes pacientes para avaliar a resposta terapêutica adequada e avaliar a progressão de doença do parênquima pulmonar.

Já Tânia Almeida apresentou um poster intitulado: “Comparação das guidelines de 2005 Vs 2021: classificação de severidade e prova de broncodilatação”, onde realizou uma comparação entre as guidelines da ATS/ERS de 2005 Vs 2021 da espirometria. Foram avaliados dois parâmetros: a prova de resposta ao broncodilatador e a severidade do padrão ventilatório obstrutivo.

Todos os doentes realizaram mecânica ventilatória e prova de broncodilatação na sua maioria para o diagnóstico/acompanhamento de Asma ou DPOC. Após esse estudo comparativo de 250 provas concluiu-se que o número de provas positivas ao broncodilatador, com a nova formula da guideline de 2021, diminuiu significativamente (9%). Tal como a severidade das provas com padrão ventilatório obstrutivo que também tem uma queda estatisticamente significativa (53%).

Estas novas recomendações podem sugerir alterações na abordagem clínica.