USF Amato Lusitano da ULS Amadora/Sintra Classificada com o nível Ótimo

4 Março, 2024

A Unidade de Saúde Familiar (USF) Amato Lusitano, do concelho da Amadora e agora integrada na ULS Amadora/Sintra, conseguiu ser a primeira USF da Região de Lisboa e Vale do Tejo a obter a certificação do nível ÓTIMO e a segunda a nível nacional.

Depois de iniciar o processo de certificação em 2017, tendo sido contemplada com o nível Bom em 2018, a USF “sempre trabalhou de forma profunda as questões da Qualidade” – refere Hugo Silva, coordenador da USF, vendo agora premiado o seu esforço com a atribuição da classificação Ótimo pelo Programa Nacional de Acreditação em Saúde, da DGS, segundo o modelo da Agência de Calidad Sanitária de Andalucia (ACSA).

Este título é válido por cinco anos se as condições se mantiverem. Esta USF é dotada com oito médicos/as de Saúde Familiar, sete enfermeiros/as, seis secretários/as clínicos/as e nove Internos de Formação Específica. A USF pretende um novo espaço de consulta que lhe permita alargar a sua oferta assistencial, atraindo assim mais profissionais para integrar a Unidade. O processo de certificação, implica ainda, um investimento na área da segurança dos utentes e profissionais, instalações climatizadas e adaptadas ao funcionamento de uma unidade de cuidados de saúde primários de forma a melhorarmos a qualidade e acessibilidade aos utentes aos quais prestamos cuidados.

Esta Unidade de Saúde Familiar assume investir “cada vez mais na formação, contando neste momento com quase uma dezena de Internos que são uma mais-valia para todas as Unidades”.

Orgulhoso do facto dos resultados de investimento na qualidade e desenvolvimento de processos assistenciais internos, Hugo Silva salienta que “quando encontramos uma área subdesenvolvida, tentamos fazer um programa de formação relativamente extenso e com a colaboração de todos”.

Pelos projetos da USF passa, nomeadamente, o desenvolvimento de valências que vão “ao encontro das necessidades da população e que libertem os cuidados hospitalares”, como é o caso da consulta de cessação tabágica ou da criação de vários processos assistenciais novos como o da dor crónica já implementado ou o da doença pulmonar obstrutiva crónica em elaboração.

No eixo de utentes da Falagueira, Venda Nova e Encosta do Sol, sempre na Amadora, os utentes da USF caracterizam-se por “uma população envelhecida e migrante que por vezes nem fala português ou inglês, o que traz novos desafios no processo de comunicação” dificultando, necessariamente, a forma de interagirmos com os utentes.

Ainda assim, os modelos adotados levaram a esta classificação que “queremos manter nos próximos anos” – termina.